Já pensou no custo humano das roupas e acessórios extremamente baratos? O artigo publicado no site da Marie Claire inglesa é perturbadoramente esclarecedor. Pela diretora criativa da Eco Age, Livia Firth, e Monique Villa, CEO da Thomson Reuters Foundation.

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Diariamente, fazemos duas coisas simples: comemos e nos vestimos. Porém, enquanto um número crescente de pessoas tem se preocupado com a qualidade do que ingere, quando o assunto é moda, a origem dos produtos geralmente é questão na qual não se pensa.

Ao longo da última década, juntamente às roupas baratas, foi vendido à humanidade um mito, que atesta que comprar uma camiseta de dois dólares é a escolha mais democrática dos novos tempos. A verdade é que não existe democracia alguma nesse princípio de comprar coisas a preços irrealísticos. A equação é simples: se queremos mais roupas, e em maior velocidade, nos nossos armários, trabalhadores têm de produzir mais rapidamente. E queremos roupas que custem menos, então a produção – inclusive os salários – precisam custar menos.

Nisso que se tornou a corrida global e ensandecida do fast fashion, as marcas do setor demandam uma mudança de coleção constante, semanal, o estoque sempre mantido quase vazio, a fim de instigar compras impulsivas; dessa forma, as cadeias fornecedoras se vêem na obrigação de responder às últimas tendências, trocando e substituindo produtos em horas. Como resultado, as roupas ficam mais baratas que nunca, abastecendo esta indústria global, riquíssima, avaliada em 3 trilhões de dólares ao ano.

No ano passado, um colapso num complexo têxtil em Rana Plaza, Bangladesh – uma fábrica que produzia peças para algumas marcas ocidentais bastante famosas – matou aproximadamente 1,200 trabalhadores naquele que foi o pior acidente industrial no mundo em 30 anos. O evento sublinhou o custo humano do fast fashion, fazendo com que o público geral começasse a se perguntar: afinal, quem está por trás da roupa que vestimos?

A resposta está, na maior parte das vezes, ligada a uma dinâmica muito sofisticada, a um sistema de exploração que reside na base da cadeia fornecedora, e que tem sua origem na pobreza, na negligência do Estado, e, principalmente, na corrupção, o combustível que alimenta a escravidão de todo dia. De acordo com o Walk Free, há perto de 30 milhões de pessoas escravizadas no mundo, o número mais alto da História, e o equivalente às populações da Austrália e Dinamarca combinadas. Infelizmente, o tráfico humano é um negócio que cresce aceleradamente, e dá retorno de cerca de £90 bilhões (libras), ou $150 bilhões, anualmente.

A escravidão é uma questão mundial, e vai muito, muito além da indústria da moda. Estudos recentes mostram que construtores do Qatar, por exemplo, pagam 45 centavos a hora em dias de trabalho que têm 20 horas; imigrantes na Tailândia, por sua vez, são traficados, brutalmente espancados e escravizados para realizarem a pescaria.

Numa economia que se torna, cada vez mais, global, há que se lutar por regulamentações também mais globais. Temos leis muito claras regulando a indústria aérea, portanto, é de se perguntar por que isso nos falta na contenção mundial da indústria da escravidão.

Certamente, contudo, uma regulamentação global não é a única solução. Na verdade, se utilizarmos o mercado como instrumento de mudança, teremos resultados mais satisfatórios e rápidos. Os políticos passam anos criando leis, e muitas vezes nem um minuto de seu tempo para fazê-las cumprir, mas as grandes corporações têm capacidade de pagar melhor pelo que mandam produzir, bem como o poder de mudar de fornecedores no mesma hora, modificando a vida de milhares de indivíduos por meio da escolha da fonte e da deliberação sobre com que valor retribuir o trabalho de seus funcionários.

Um salário digno é direito humano, e é essencial que os consumidores saibam que o poder está, em última análise, em suas mãos. Todos devem saber que um vestido de £5 não é uma barganha, mas sim um sinal vermelho.

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Livia Firth

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Fonte: Marie Claire UK

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Primeiro, veio a Balenciaga, regida por Alexander Wang, em seu Outono/ Inverno 2014. Na temporada seguinte, a Primavera/ Verão 2015, a Fendi, sob a direção de Karl Lagerfeld, carregou ainda mais no conceito das bolsas múltiplas: maxi bags num quase mimetismo com as mini, as minis muitas vezes servindo de chaveiros exóticos para as grandonas. Aposto que, de uma forma ou outra, a tendência (caótica, pouco prática, mas divertida) ganha as ruas!

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Fendi

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Balenciaga

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Fendi

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Balenciaga

Fotos: reprodução

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OSKLEN/ LINO VILLAVENTURA

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Da Osklen, pela textura interessante e atraente, por ser um look total branco, e por remeter tanto aos tweeds maravilhosos da Chanel.

Da Lino, pela combinação de cores resultando num efeito sombrio com toque de luz. A jaquetinha é cortada de uma forma diferente.

PATRICIA VIERA/ JULIANA JABOUR

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Da Patricia, pelo mix de cores, o roxo incrível com o azul lindíssimo.

Da Jabour, pelo clash inusitado de estampas.

TÊCA/ GIG

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Da Têca, pela forma e borboletas poéticas, e a fenda chique.

Da Gig, pela saia lápis que veste muitíssimo bem.

GLÓRIA COELHO/ FERNANDA YAMAMOTO

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Da Glória, pela bela malha canelada, a limpíssima gola rolê, a combinação de off-white com branco puro, e dela com o marrom profundo.

Da Yamamoto, pela textura interessante.

IÓDICE/ TRITON

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Da Iódice, pela forma setentista da calça, que aliás marcou a cintura de forma sublime.

Da Triton, pela notável cartela de cor: azuis com caramelo!

VITORINO CAMPOS/ SACADA

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Da Vitorino Campos, pelos materiais luxuosos, como o jacquard, de organza com urdume puxado atrás, criando essa penugem linda. E essa textura aquosa, que se buscou, já que sua referência era uma cena do filme A Liberdade É Azul, em que Juliette Binoche mergulha na piscina, de maiô preto.

Da Sacada, pela fluidez e estampa bonita.

LILY SARTI/ RONALDO FRAGA

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Da Lily Sarti, pelo encontro do caramelo rico e escuro com esse tom amarelado.

Da Ronaldo Fraga, pelos sapatos marcantes.

ALEXANDRE HERCHCOVITCH/ ELLUS

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Da Alexandre Herchcovitch, porque amei a alfaiataria com recorte.

Da Ellus, porque essa coisa do vinil reluz!

COLCCI/ GIULIANA ROMANNO

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Da Colcci, porque esta bota longa de tressê, meio Balmain, aliás parecida até demais, é incrível.

Da Romanno, porque vermelho com fenda tem sempre espaço.

LOLITTA/ PAT PAT’S

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Da Lolitta, porque essa saia mídi está um show, e ótima com o cropped sutil.

Da Pat Pat’s, pela jovialidade e as ankles fofas.

PEDRO LOURENÇO/ REINALDO LOURENÇO

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Da Pedro, porque este top branco é demais.

Da Reinaldo, porque esta vibe 60 funciona sempre.

PAT BO/ VICTOR DZENK

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Da Pat, porque amei a saia de cintura alta cobrindo joelhos.

Da Dzenk, porque este enrugadinho na Alicia Kukzman ficou bonito.

TUFI DUEK/ UMA

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Da Duek, porque este preto, brilho, cintura marcada e saia armada têm charme.

Da Uma, porque vejo uma mulher talentosa e intelectualizada, como Cate Blanchett, nesse vestido solto.

ANIMALE

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Da Animale, porque este tricô larguinho, com a mídi justinha e sinuosa, mais mules beges, deram num look de arrasar. Chiiique!

Fotos: reprodução

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A estilista Donatella Versace mostrou a coleção de sua primeira parceria com a marca brasileira Riachuelo ontem, em São Paulo. O alardeado evento aconteceu no Pavilhão das Culturas Brasileiras, dentro do Parque Ibirapuera.

Fernanda Tavares abriu o desfile, com atmosfera de parque de diversões, enquanto o último look ficou por conta de Carol Ribeiro. Tons de coral, roxo e amarelo coloriram o show, que também mostrou as clássicas camisas da grife estampadas em conjunto com calças skinny de couro ecológico, shorts de cintura alta e lindas saias lápis.

O momento alto do desfile foi quando Donatella entrou na passarela acompanhada de “marinheiros” sem camisa.

CROPPED + SAIA LÁPIS + BOTÕES

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ESTAMPA DE BICHO EM AMARELO

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VESTIDOS COM FENDA, BEM VERÃO

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ESTAMPA  ”TRÉSORS DE LA MER”

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LOOK CÁSSICO COM SAIA LÁPIS

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DONATELLA E SEUS MARINHEIROS

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NO MEU INSTAGRAM

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 Ao lado do CEO e presidente da Riachuelo, Flavio Rocha,  e Ana Claudia Rocha

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Com Donatella

Fotos: reprodução

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O “passeio noturno com mood voyeur” de Giuliana Romanno é de uma sensualidade geométrica, noir, luxuosa. Encantada com a coleção, cujo luxo começa pelos materiais: jacquard, tule, silk fur, veludo lamê, pele ecológica, texturas em vinil e crepe de chine. Na cartela de cor, os tons neutros meus prediletos: preto, marinho, vermelho e cinza, com luz incidental de pink e verde bem limão. Os chapéus e as botas são extremamente desejáveis, bem-feitos e sedutores, as botas recortadas, tão chiques. Aliás, os decotes e recortes são pontuados por um trabalho de vazados geométricos lindo! Vejam!

CHAPÉUS COM BLOCOS DE COR GEOMÉTRICOS, LUVAS ATÉ OS COTOVELOS, FENDA E MUITA SOBREPOSIÇÃO

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EM VERMELHO COM FENDA E CINTURA DESENHADA, A MUSA NOIR É ESBELTA, SIMPLES E FORTE

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VAZADOS

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VELUDO LAMÊ, COMO VOCÊ É LINDO!

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NO INSTAGRAM

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com Claudia Tannous e Guto Neves

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Fiorella Matheis

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O MEU LOOK

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É o Brasil mostrando que sabe fazer moda… Arrasou @giulianaromanno #newgeneration #BRAZIL

Um vídeo publicado por Christina Pitanguy ® (@chrispitanguy) em

Fotos: reprodução

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