CHRIS PITANGUY » Blog Antigo

Amo Elie!

Desde que passei a frequentar as semanas de moda em Paris não perco um desfile de Elie Saab, estilista libanês, radicado em Paris, com uma loja belíssima na Avenue Montaigne.

Tive a oportunidade de estar com ele algumas vezes após os desfiles, e pude ver o crescimento da sua marca. No primeiro desfile que assisti em 2006 (ele começou a desfilar na cidade em 2005), quase não se via celebridades nas primeiras fileiras, já em 2007, a aceitação foi meteórica, mal consegui chegar perto dele no backstage, era tanta gente, tanto jornalista…

Falei isto tudo para mostrar para vocês os vestidos lindos que ele criou e apresentou na Semana de Alta Costura em Paris que acabou de acontecer.

Para refletir…

Modelos lindas, estilistas com fama mundial, fotógrafos e maquiadores celebridades, editoras de moda no alto escalão social, artistas vestindo “looks” da moda, ditando o que usar, criando idolatria. Parece perfeito, não é?

Este é o mundo da moda “fascinante”, que a maior parte das pessoas acha que conhece. Pois é, a cada dia vejo mais jovens querendo estar por dentro deste mundo de glamour, que poucos privilegiados tem a oportunidade de fazer parte. Recebo currículos frequentemente de meninas e meninos, seres humanos sedentos por um micro espaço nesta epopéia que promete o sonho de sair do anominato.

Neste texto, gostaria de colocar um assunto muito importante em pauta. Quem são as pessoas que produzem de fato a roupa que usamos? Quem de fato deixa um pouco da sua energia impregnada em cada peça de vestuário?

Na minha época de faculdade, quando queria me especializar em jornalismo internacional, estudei muito sobre os gulags, os campos de trabalho forçado na China. Era o início da década de 90.

Depois de tanto tempo, a maior parte das fábricas das grandes marcas americanas e européias se estabeleceram na China por causa da mão de obra barata, quase escrava. Até os grandes conglomerados tem fábricas que produzem boa parte dos acessórios e pret-a-porter, salvo raríssimas
marcas que genuinamente preservam sua história e raízes.

Esta história intrigante, que não me faz calar, é triste, infringe os direitos humanos. Milhares de chineses trabalham em média 20 horas por dia, na época de grandes pedidos até uma semana inteira sem parar, varando noites à fio, em condições muito precárias, sem o mínimo de dignidade.

Muitas são mulheres, muitos são menores de idade, que tem sua carteira de identidade falsificada pelo próprio patrão. As horas extras são recompensadas com um lanche extra e cada peça produzida equivale a 0,06 de dólares. Isto quando o salário é realmente pago na data combinada.

Lembro também de ter lido que as grandes marcas internacionais que fabricam suas peças na China, finalizam os produtos em seus países de origem, o que lhes dá o direito do uso “made in qualquer lugar”, pois ninguém vai querer um “made in China”!

Deve ser por vergonha, CLARO!

A minha pergunta é: Será que vale a pena um lucro enorme as custas da escravidão humana? É para refletir…

Aguardo comentários.

A la Facchinetti

[singlepic=15,200,left]Vocês querem saber qual é a minha nova aposta? Ela é nova, chique, low profile e foi uma decepção quando coordenou a direção criativa da marca italiana Gucci, mas foi sucesso absoluto na Moncler? O nome dela é Alessandra Facchinetti, a nova estilista da marca Valentino.

Seu primeiro desfile da semana de Alta-Costura em Paris foi surpreendente. Particularmente sempre gostei das criações do Valentino, mas às vezes sentia que ele fazia uma roupa bastante comercial para as velhas milionárias. Não que isto seja ruim, mas ele perdia a oportunidade de ter uma clientela mais jovem. Agora com o refresco “Facchinetti”, tornou mais fácil a vida destas mulheres , que amam Valentino, podem pagar o preço, e usufruir do DNA de glamour que fez dela uma grife ultradesejada. Afinal vestir um Valentino é se sentir poderosa e todas nós queremos…

Bem-vindos!

Está saindo do forno o meu novo blog, TOTALMENTE pessoal.

Para quem não sabe , também tenho uma coluna de moda no site do Shopping Leblon, onde sou a consultora de moda, estilo e mix.  Vou aproveitar para fazer propagando do SLTV também. Rsrsrs! Criei um programa de moda customizado para o mall ( mas este vocês terão que ir lá para ver… ). Mas vamos voltar a falar do novo blog!

Vou aproveitar este espaço para treinar um pouco meu olhar crítico de moda.  Falar  do que gosto, penso, uso… Algumas reflexões, inspirações, o que achar relevante e interessante. 

Espero os comentários de vocês!

 Um beijo grande.

P.s.: não esqueçam de visitar meu outro blog no website do Shopping Leblon.