Dana Thomas no Brasil.
Acabo de receber um e-mail da PR, Patricia Brandão, com um convite muito especial. Oitenta seletos convidados vão poder participar de uma palestra com a jornalista francesa, Dana Thomas, autora de um livro curioso chamado: Deluxe, Como o Luxo Perdeu o Brilho, no Hotel Copacabana Palace.
Tive a oportunidade de ler a história logo que o livro chegou ao Brasil, por recomendação do meu amigo Marco Sabino, que fez a revisão. Ele me disse na época que era imperdível e esclarecedor. Enlouqueci, e acabei finalizando a leitura em apenas 2 dias, leitura noturna, é claro! Ter tempo para mim é um luxo!
O livro fala da banalização do setor, e como os grandes grupos(LVMH, PPR…), conseguiram baixar os seus custos de produção, confeccionando na China, criando artigos mais baratos, uma forma de atingir as classes mais baixas com o apelo do logotipo. Um parêntese: artigos produzidos na China com o selo ” made in Italy“, “made in france“…?
Outra questão importantíssima, é a incrível jornada de abertura de lojas nos 4 cantos do mundo. O que me fez lembrar a sensação que tive ao entrar na área de embarque do aeroporto Charles de Gaulle em Paris em outubro deste ano. Todo reformulado, por causa de um incêndio (não me lembro a data do fato), me deparei com tapumes das incríveis grifes que euzinha, na minha ingenuidade, achava que só encontraria na Avenue Montaigne , na Quinta Avenida ou na Daslu: Prada, Cartier, Hermès,Salvatore Ferragamo, tudo a venda! Onde? Em um aeroporto?!
Como falei, senti algo…fiquei sem saber o que se passava pela minha cabeça, mas a sensação foi… Será que o consumidor de bens de luxo quer ser igual a todo mundo? Pagar caríssimo para ter um artigo tão banal?! Lembro que há dez anos, tudo era mais barato e único. Também lembro que as bolsas -artigo predileto de 99,9% da mulherada- não custavam os milhares de euros, ou dólares, que pagam por elas hoje em dia.
Também lembro da primeira bolsa Gucci que comprei na vida ( uma conquista!). Foi há uns 12 anos e custou 300 dólares. Hoje, nem um cinto custa isto! E se você quiser fazer parte do grupinho que circula por aí com a Chanelzinha tradicional, aquela com a alça de corrente douradas, vai ter que desembolsar pelo menos dois mil dólares. Muita grana!
Quero deixar claro, que apesar deste post de indignação, os artigos de luxo são necessários para a sociedade, é algo “intangível” que gera status e segurança. Por isso, eles vão sempre existir. É uma espécie de bem ( ou mal) necessário.

