Para refletir…
Modelos lindas, estilistas com fama mundial, fotógrafos e maquiadores celebridades, editoras de moda no alto escalão social, artistas vestindo “looks” da moda, ditando o que usar, criando idolatria. Parece perfeito, não é?
Este é o mundo da moda “fascinante”, que a maior parte das pessoas acha que conhece. Pois é, a cada dia vejo mais jovens querendo estar por dentro deste mundo de glamour, que poucos privilegiados tem a oportunidade de fazer parte. Recebo currículos frequentemente de meninas e meninos, seres humanos sedentos por um micro espaço nesta epopéia que promete o sonho de sair do anominato.
Neste texto, gostaria de colocar um assunto muito importante em pauta. Quem são as pessoas que produzem de fato a roupa que usamos? Quem de fato deixa um pouco da sua energia impregnada em cada peça de vestuário?
Na minha época de faculdade, quando queria me especializar em jornalismo internacional, estudei muito sobre os gulags, os campos de trabalho forçado na China. Era o início da década de 90.
Depois de tanto tempo, a maior parte das fábricas das grandes marcas americanas e européias se estabeleceram na China por causa da mão de obra barata, quase escrava. Até os grandes conglomerados tem fábricas que produzem boa parte dos acessórios e pret-a-porter, salvo raríssimas
marcas que genuinamente preservam sua história e raízes.
Esta história intrigante, que não me faz calar, é triste, infringe os direitos humanos. Milhares de chineses trabalham em média 20 horas por dia, na época de grandes pedidos até uma semana inteira sem parar, varando noites à fio, em condições muito precárias, sem o mínimo de dignidade.
Muitas são mulheres, muitos são menores de idade, que tem sua carteira de identidade falsificada pelo próprio patrão. As horas extras são recompensadas com um lanche extra e cada peça produzida equivale a 0,06 de dólares. Isto quando o salário é realmente pago na data combinada.
Lembro também de ter lido que as grandes marcas internacionais que fabricam suas peças na China, finalizam os produtos em seus países de origem, o que lhes dá o direito do uso “made in qualquer lugar”, pois ninguém vai querer um “made in China”!
Deve ser por vergonha, CLARO!
A minha pergunta é: Será que vale a pena um lucro enorme as custas da escravidão humana? É para refletir…
Aguardo comentários.












